02 julho 2008

ISABELA NARDONI FASHION WEEK - A MODA EM JOGAR CRIANÇAS PELA JANELA....


Mulher gaúcha joga filha de oito meses pela janela do prédio em Curitiba


"Eu queria me livrar do pacote. Sempre fui incompetente para cuidar dela". Essas foram as palavras da auxiliar de enfermagemTatiane Damiane, de 41 anos, ao delegado Antonio Campos de Macedo, do 1º Distrito Policial de Curitiba (PR), ao explicar ontem (1º) porque matou a própria filha, Mariana, de 8 meses, ao jogá-la do 6º andar do apartamento onde moravam, na região central da capital paranaense.

A menina, que caiu sobre o telhado da garagem do condomínio, foi encontrada já sem vida pela polícia, na segunda-feira à noite.

Tatiane, que trabalhava no Hospital das Clínicas, onde vinha tomando medicamentos e recebendo acompanhamento psicológico por causa de crises de depressão, foi transferida para o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), que assumirá o inquérito. A prisão provisória será pedida hoje no Foro Central de Curitiva.

A intenção da polícia é encaminhar Tatiane, nesta quarta-feira, para a carceragem do 9º Distrito Policial de Vila Santa Quitéria, onde ficam somente mulheres. Ao saberem do crime e da possibilidade de a assassina de ser levada para lá, as 38 presas do 9º Distrito prometeram fazer justiça com as próprias mãos. Tatiana deverá ficar em cela isolada por questão de segurança.

A polícia pedirá exames psicológicos da acusada, que foi indiciada por homicídio. Na delegacia, aparentando não ter noção dos atos, a enfermeia afirmou também que "o pai vai saber da morte pelos noticiários". Ela também se disse "não arrependida do que fiz".

Ela revelou que pensou também em suicídio. Parentes confirmaram que ela há 13 anos toma remédios para a depressão. Para psiquiatras, o assassinato pode ter sido a situação extrema de quadro depressivo pós-parto.

Apesar da definição clássica de que esse tipo de enfermidade está limitado às primeiras seis semanas após o nascimento, alguns médicos admitem que o problema tem chance de surgir em outros períodos no primeiro ano de vida da criança - se acontecerem outros fatores desencadeadores da crise.

A discussão pautou, ontem, tanto conversas entre moradores da cidade onde, antes, Tatiane residia: Colorado (pequeno município da região do Alto Jacuí, próxima a Passo Fundo - RS), quanto de colegas e vizinhos dela, em Curitiba. O fato de a mãe ter como profissão cuidar de pacientes internados em um hospital público tornou o crime ainda mais assustador.

Houve quem especulasse que a mãe - no auge do surto psicótico (que ainda se mantém, porque ela não denotou arrependimento) - possa ter sido, também, midiática: usou meio semelhante ao empregado para matar, no final de março, a pequena menina paulista, cuja morte teria sido causada pelo pai e pela madrasta.

Fonte: Espaço Vital

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